terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Nada será novo,se você ainda for o mesmo.












A vida é feita de ciclos, alguns com mais tempo e outros com um pouco menos, contudo todos com intensidades ou sentimentos diferentes. Ansiamos que a semana acabe o mês e o ano. Sabe o que perdemos com isso? Vida! Quem disse que somos diferentes dos dias?! Da mesma forma que eles se vão, nós também e ao final não aproveitamos com qualidade e muito menos intensidade os dias que se passaram. O final do ano chega e com ele também chega o final de mais uma temporada. Sentimos a necessidade de renovar-se e de fato precisamos dessa nova oportunidade: De começar algo novo, de tentar fazer diferente, de ter menos medo, de parar de complicar tudo, de não mais se vitimar.... De ser feliz. Uma coisa que aprendi com esses anos vividos é que cada dia que amanhece é de fato uma nova oportunidade que foi me dada e não me cabe lamentação somente gratidão. Categoricamente nada é infindável, tudo passa, sejam dores ou alegrias. Sentimos essa precisão de recriar, em meio ao caos, temos força para nos reinventar e por vezes, quando mais maduros, rimos do que achávamos que era um “problema” no passado e que hoje se tornou algo simples e com resolução. Somos portadores da “síndrome da fênix”, óbvio, quando queremos. Somos capazes de nos levantar após uma “queda”, com mais firmeza no caminhar e mostrando como se dança na chuva, sem lembrar sequer do último tombo. Como já dizia Ivan Lins: “No novo tempo apesar dos castigos, de toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer.. Mesmo com tantos problemas sociais, o brasileiro carrega em si algo que talvez seja difícil em outra nação: A esperança. Esperamos sempre que o amanhã seja bem melhor do que foi hoje e isso ninguém pode nos tirar nem mesmo os dias que se foram, porque a esperança é e sempre será o que alimenta nossa alma. Que cada amanhecer traga conosco a vontade insaciável de viver, que possamos deixar de planejar muito para realizar mais, que os nossos medos fiquem escondidos embaixo do nosso all star rosa Pink, que os nossos sorrisos sejam largos, mesmo após comer milho verde no sabugo, que as famílias sejam sempre a maior atração ao final do dia e que os dias não sejam almejados por seu fim, sejam vividos como se não houvesse término.... Todo dia temos uma nova chance. Não espera o dia 31 para afirmar que “agora” vai ser diferente! Os anos se vão e com eles talvez sonhos, que você afirmou que iria realizá-lo nesse ano; Lembra? Que daqui alguns anos, possamos pegar nossa listinha de final de ano e lembrar com satisfação por ter realizado cada um dos desejos ali descritos e o mais importante é saber que a missão, que a nós foi incumbida, foi realizada com sucesso: Vivemos com magnitude todos os 365 dias e não apenas existimos!
Um brinde, sempre, a vida!


Talita Fernandes

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Carta ao papai noel,aliás do céu!






Querido papai Noel, como de costume, estou aqui novamente para termos aquela conversa conclusiva de final de ano. Você, que sempre foi tão presente em meus sonhos infanto-juvenis e ainda se faz presente naquelas conversas noturnas em que meu marido sempre  me indaga: “Tá falando com quem?”. Mal sabe ele que está atrapalhando a melhor parte da nossa conversa.
Deixando qualquer formalidade fora do caminho, vamos começar nossa síntese:
Queria agradece -lo, pelas inúmeras vezes que retornei à minha casa e percebi o quão feliz eu sou, por ter deixado alguém me esperando após a minha labuta diária de trabalho.
Sou grata ao senhor: Pelo meu pão de cada dia, por ter um emprego e por ter, acima de tudo, saúde.
Consegui e fiz novos amigos, abraços prolongados, sorrisos sinceros, pedidos de desculpas, tombos e recomeços... Todos esses acontecimentos me deram a certeza que você existe e de longe eu deixaria de acreditar que a poeira mágica, que caiu do seu trenó foi a responsável por ter tornado o meu dia mais leve. Você e suas mágicas me surpreendem sempre!
Sabe a minha família? Você soube direitinho escolher quando me presenteou no meu primeiro natal aqui na terra. Foram feitos pra mim. Todos são mais do que eu pedi e olha que nessa época eu nem sabia falar e sequer escrever uma cartinha, entretanto você e seus assistentes encantados sempre sabem direitinho como me agradar. Pode ter certeza que isso é o que mais agradeço e nunca cansarei de agradecer...
Fiquei feliz(somente tempos depois), quando você me deixou escapar aquela promoção no trabalho, no primeiro momento fiquei bem tristinha com você, mas  talvez eu precisasse receber um “NÃO” para ter certeza que estou longe de conseguir as coisas tão facilmente. O gosto de algo que foi conquistando com muito suor nos faz ter convicção: O melhor sempre está por vir. Definitivamente não é na hora que propomos.
Você lembra aquele pedido de desculpas quando eu estava certa? Em que você me contou, que naquele momento eu estaria ganhando por ter humildade? Não é que deu certo?! Brigas, que negócio chato né papai?! Tudo devia ser tão simples como a nossa relação, mas precisamos amadurecer e ideias diferentes nos fazem conhecer o outro lado da moeda.
Sabe papai Noel, desconfio seriamente que seus duendes andam me seguindo e passando as instruções para você através de um radio comunicador, porque custo acreditar que você sempre acerta no melhor pra mim e ainda me deixa todo ano um presente,seja ele visível ou não.
Ah! Tenho um segredo pra te contar: Sei que seu nome está longe de ser Noel e que na real,você se chama Jesus, mas pode deixar que esse segredo eu não conto a ninguém.
Sua filha, Talita Fernandes.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Óbvio ou surpresa ? A escolha é sua!







Outro dia relendo os meus textos e me surpreendendo com os pensamentos que norteiam a minha cabeça, percebi como é óbvio as atitudes que nos revelam o segredo da felicidade. Devemos procurar amar e ser amado. Óbvio, mas vez por outra, esquecem de avisar ao cupido que a Bia ama o Carlos, no entanto Carlos ama Ana. Para emagrecer é preciso parar de comer, ou ao menos em grande quantidade. Óbvio, mas quem é que consegue resistir diante de um farto banquete de final de ano os deliciosos pratos preparados pela matriarca. O que quero reafirmar, diante desse desabafo poético é que estamos longe de viver nas entrelinhas da obviedade. O inequívoco nos cerca a todo instante, somos cientes de sua existência, sabemos como nos comportar, o que comer, quem tem merecimento do nosso amor, o que não fazer diante de desconhecidos, que para manter a longevidade devemos comer coisas saudáveis, entretanto não nascemos com manual de instrução e muito menos com dosagens certas para cada receita de atitudes. Somos incapazes de acertar com uma resposta sensata o que estaremos fazendo daqui alguns anos. Hoje queremos ser atléticas, amanhã queremos ter gêmeos logo deixamos de ser atléticas, queremos ter cabelos longos, no entanto lembramos que a protagonista da novela está com um corte maravilhoso, porém curto e eu como qualquer mulher recaio sobre as possibilidades de cortes diferentes do meu. Lembra-se do óbvio? Assim como eu, você sabe que ele existe, mas não necessariamente ele está fixo em nossas vidas. Quando se constata isso, “de cara” você fica mais leve, conduz a vida com mais sutileza! Não carece de explicar tudo e muito menos esperar o óbvio das pessoas! E daí, se eu não quero fazer esportes? E daí, se eu não quero fingir alegria nos dias que estou triste? E daí, se não quero seguir a moda? E daí, se não quero ceder o controle remoto da TV quando o que eu mais almejo é aumentar o volume do som, assistindo a um reality de talentos musicais? A maturidade talvez traga um pouco disso, a não ser sempre óbvio. Já basta a grande convicção disso tudo: Tudo é efêmero! Então para de pensar e esperar o óbvio das pessoas e da vida, deixa a tua contribuição de atitude no mundo! Quem sabe você não surpreenda a si mesmo, que atualmente já está esgotada da mesmice. Não espere, faça!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Queria fazer um pedido:Uma vida leve,por favor!




Quero um amor tranquilo, desses que são tão simples que não necessita explicação.
Que me pegue no meio do dia com pensamentos, que me remeta ao cheiro da blusa amarrotada, ao perfume exalado pela casa, a voz baixinha que ecoa nos ouvidos pelo decorrer do dia.
A tranquilidade transmitida no olhar, o abraço que transporta para qualquer lugar...
Falando em abraços.... Talvez esse seja o pedido de maior dose. Quero o abraço descontrolado da amiga, quero o abraço de infinito amor da minha família, quero o abraço no final do jogo de futebol, quero o abraço tímido de réveillon.... Quero abraços demorados e verdadeiros!!!
Quero fazer planos, mas despretensiosamente quero comer pipoca assistindo um filme de ação, quero parar de conjugar os verbos no pretérito perfeito, quero fazer uma nova lista de coisas bem legais que poderiam acontecer no novo ano que está para chegar, mesmo tendo fidúcia que maior parte dos itens contidos na minha lista “encantada” é reflexo de uma mulher de quase trinta anos, que não superou as expectativas dos filmes da sessão da tarde, transmitidos no alto dos meus quinze e amados aninhos. Afinal de contas, tudo parece possível quando ainda possuímos um pouco mais de uma década de vida.
A leveza que almejamos, de fato, só depende de cada um de nós! A felicidade de hoje é o conjunto de escolhas tomadas a bem pouco tempo atrás. O que não vale a pena é não se perdoar. Todo mundo erra (clichê, porém verdade absoluta): O corte do cabelo, a cor do batom em um batizado pela manhã, falamos coisas sem pensar, não valorizamos e vez por outra também esquecemos de nos valorizar, tomamos decisões equivocadas e trocamos facilmente uma travessa de salada de frutas em uma panela de brigadeiro. Errado mesmo é não saber perdoar-se e perdoar. Esses tais percursos “tortos” é que formam a estrada para sermos o que somos hoje! Aprender com o passado é essencial, contudo a vontade de viver um dia de cada vez e do nosso jeitinho, deve ser a sensação que carece de invadir a nossa alma todo dia pela manhã. Não precisa de apetrechos, obrigatoriamente tem que ser leve, como a vida deve ser.
Jogo cansa! Não gosto da ideia chata de ter que criar estratégias para “vencer”...Gosto de aconchego, gosto de tato, gosto de cheiro... Devemos nos permitir amar as coisas simples, de ser nós mesmos e não precisar exclamar ao mundo quem verdadeiramente somos, todavia, apenas ser e ter certeza que quem “veste a camisa do nosso time” sabe disso com todas as possibilidades gramaticais possíveis!!!


Talita Fernandes.